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NO AR : MANHÃ SERTANEJA - APRESENTACÃO ROSALVO SOUZA

Quarta, 22 de Maio de 2019
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Rádio Comunitária

O processo de democratização dos meios de comunicação no Brasil, especialmente os de massa, que é o caso das rádios, está vinculado intrinsecamente à política nacional. Pesquisar as rádios comunitárias como um modelo de resistência e reivindicação de democracia de expressão implica em vasculhar os subterrâneos de uma história nacional marcada pelo controle estatal e oligárquico dos meios de comunicação de massa em nosso país.


O febril pipocar de rádios comunitárias pelo país, as quais ultrapassam a casa dos milhares, é reflexo da busca de alternativas ao sistema monopolizador estabelecido. Taxadas de “rádios piratas” pelas emissoras comerciais (e oficiais), com o Tratado de San José da Costa Rica passaram a ser reconhecidas e, lentamente, o Congresso Nacional vem aprovando a regularização dessas emissoras. Muitos se contentam com as migalhas legadas por uma legislação que engessa as rádios comunitárias, outros brigam para que a radiodifusão seja livre, defendendo um modelo que recebe o mesmo nome e que não implica em controle estatal.


Rádio Comunitária Vida Nova FM

O caso da Rádio Comunitária Vida Nova FM, de Itapetinga, Bahia, a qual opera regularmente desde 2008, mas que teve seu processo de constituição iniciado ainda em 1993, e passou por uma trajetória de lutas que revelam na escala micro o que aconteceu nestes quase 10 anos em escala nacional: o embate entre as emissoras ditas “legais” contra as “piratas”, o uso do poder do estado para suprimir ações populares, a dificuldade em gerir um processo comunitário em torno de um objetivo comum, o medo das pessoas se envolverem em ações “subversivas”. A Rádio Comunitária Vida Nova FM, de Itapetinga, apresenta um interessante histórico de lutas da comunidade local a fim de conseguir sua liberação definitiva de funcionamento. Conforme integrantes do movimento, no início não se sabia bem que caminho trilhar. Iniciaram-se os primeiros contatos com integrantes do movimento sindical e partidário do Estado da Bahia, com a finalidade de instalar uma rádio que não fosse privada e que fosse alternativa à única rádio local, a qual, segundo os participantes pró-rádio comunitária, atuava de forma tendenciosa em favor de interesses não apenas das elites dominantes, mas também com relação aos interesses políticos de direita.


No caso da rádio comunitária de Itapetinga, esses movimentos tiveram que ir além da resistência, da organização, do esforço para o entendimento de criar uma alternativa de comunicação via rádio no município. Tiveram também que enfrentar autoridades constituídas e revestidas de “poder” como a ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações), a Polícia Federal e Políticos das diversas vertentes. Então a discussão da rádio extrapolou a esfera da comunicação como alternativa e culminou por expor claramente as diferentes correntes políticas e seus projetos de domínio e poder para essa sociedade.


Entre os autores dessa conquista da rádio, aqui chamada de “macro”, a qual demandou quase sete anos de luta, estiveram presentes religiosos, leigos e leigas, lideranças sindicais e de associações, além de muitas pessoas simples, mulheres, homens e jovens, que por algum motivo identificavam nessa alternativa de rádio sua esperança de poder expressar de forma mais organizada e abrangente suas idéias, reclamações, posições políticas e sociais, além de projetarem um meio através do qual estavam ajudando a construir e, portanto, constituindo-se em parte do projeto. Após algumas discussões e busca de informações, partiu-se para a compra dos primeiros equipamentos, e assim, conseguiu-se adquirir o transmissor, microfones, aparelhos de som e cd’s. Quando colocada no ar, motivo este de grande inovação da imprensa local, veio culminar o nome o qual resiste até os dias de hoje, Rádio Comunitária Vida Nova FM.


Vivermos momentos históricos de lutas e resistência e serviu apenas para acirrar ainda mais os ânimos da comunidade, e tendo em mente que a rádio FM Comunitária é um instrumento legal que deve ser utilizado para integração e crescimento das comunidades em geral, incentivando e desenvolvendo a cultura, o lazer e outras atividades de interesse comunitário, que prontamente uniu forças e dinheiro para adquirir novos equipamentos e por a Rádio Comunitária no ar novamente.


Conseguir escrever o que motivou de fato tantas pessoas de diversas culturas e viveres, todas que tinham seus afazeres muito antes de ter surgido a idéia da Rádio Comunitária, e que em alguns momentos priorizaram essa luta, que rendeu um processo na Polícia Federal, contra Eduardo Rocha, processos já arquivado, mas que após alguns anos culminou com a liberação definitiva da rádio.


É essa participação voluntária, que inclui novo objetivo no seu cotidiano, mas que não chega a mudar a maneira desses sujeitos viverem, de se relacionarem com amigos e familiares, mas que reflete uma resistência contra a imposição dos poderes constituídos. É a somatória e persistência dessa luta “micro”, feita por indivíduos desprovidos de qualquer poder instituído pelo sistema que se alcançam muitas realizações “macro”, ou seja, da luta de cada indivíduo, cada um do seu jeito, com seus pensamentos, idéias e sonhos e na somatória de todos alcançou-se o objetivo almejado, que era a liberação definitiva da Rádio Comunitária Vida Nova FM.


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